um oferecimento de




_ON Site

Projeto de empreendedor

{Texto: Rafael Bravo Bucco}

O empresário Ben Casnocha é a definição de precoce. Abriu a Comcate, sua primeira empresa (a qual dirige até hoje) quando tinha 14 anos. Na ResultsON Pocket você confere um pouco de sua história. Aqui, você lê na íntegra a entrevista que fizemos com ele.

Você se tornou empreendedor muito novo. Por que você diria que isso aconteceu?
Ben Casnocha – Foi uma combinação de natureza e estímulo. Eu sempre tive instintos empreendedores, então provavelmente há algo no meu sangue. Mas eu também sempre fui estimulado pelo ambiente cultural em que cresci: tive pais e vizinhos que sempre me apoiaram. E, claro, crescer no Vale do Silício ajudou.

Mas como seus pais o educaram, o que fazia parte do ambiente cultural que levou você a se tornar empresário?
Casnocha - Fui criado para ser independente, pensar de forma autônoma, e prezar a criatividade. Isso contribui para que eu me tornasse empreendedor.

No site do seu livro, Mystartuplife.com, você diz que “empreender, criar uma empresa, é recompensador de diferentes maneiras. Primeiro, porque há uma grande chance de afetar vidas e organizações caso crie um produto que resolva um problema. Segundo, por poder criar algo que o completa emocionalmente. E, finalmente, por resultar em dinheiro”. Mas, como você poderia ter certeza disso, ou querer isso, aos 14 anos de idade, quando fundou a Comcate?
Casnocha – Eu não tinha certeza, exatamente. E não tenho ainda – esse é um processo de exploração, adaptação e mudança. Mas no momento em que se prova o gosto e se entra no sobe e desce da montanha-russa do empreendedorismo, você percebe com é recompensador deter o controle do próprio destino. Uma vez que se sente o gosto, não dá para largar.

Quando você criou a Comcate não tinha experiência como empresário nem como empregado. Sua tacada, apesar da sua juventude, foi bem madura e resultou em clientes, fluxo de caixa etc. Suponho que isso tenha ensinado muito, e forçado você a se desenvolver rapidamente. Em função disso, você não sente que tem muito sucesso e baixo histórico de fracassos? Faltam calos com os quais aprendeu? Tem medo do dia em que você vai falhar (se um dia acontecer) ou que outra empresa que você funde não tenha o mesmo sucesso?
Casnocha – Como toda jornada, eu tive sim muitos percalços pelo caminho. O segredo está em como se reage à falhas. Alguns desistem. Outros, persistem. A persistência é essencial. Fracassos nos ensinam lições que o sucesso nunca irá ensinar. A minha maior falha ocorreu quando contratei errado o primeiro funcionário para trabalhar na rua. Pagamos o preço por isso, mas o dinheiro já voltou.

Quais são as diferenças entre o Ben de hoje, com 20 anos, e o Ben de 14?
Casnocha – Hoje sou mais ciente de minhas deficiências. Estou mais humilde – ao menos gosto de pensar assim. Estou mais interessado em questões que não digam respeito ao mundo dos negócios, como filosofia, psicologia e política.

Em algum momento você sentiu que perdeu sua infância para ser um empressário? Arrepende-se de algo?
Casnocha – Eu realmente perdi coisas de uma infância tradicional, mas tudo tem suas compensações, e estou feliz com as decisões que tomei. Mesmo enquanto abria a empresa estando na escola, eu jogava basketball e editava o jornalzinho da escola.

Como era ter amigos na escola que sequer sabiam o que cursar na faculdade?
Casnocha - Eu era diferente, mas todo mundo é. Eu tentava ajudar meus amigos quando dava, e eles me ajudavam também quando podiam. E tenho laços com eles graças a interesses diferentes de mundo dos negócios ou carreira.

Você acha que os jovens de hoje são preparados para o futuro mercado de trabalho em que vão ingressar? Estamos criando gente responsável, preocupada e inteligente?
Casnocha – Com certeza. Sou muito otimista quanto ao futuro das próximas gerações.

E como você se enxerga no futuro? Quais são suas ambições?
Casnocha – Não tenho certeza – não tenho planos de longo prazo. Mas tenho a intenção de fundar mais empresas, escrever mais livros, e talvez me envolver em política. Tenho muitas ambições, mas nenhum plano traçado para atingi-las. Vamos ver o que acontece.

publicidade

_Mais Lidas!