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{ Rodrigo A.R. Franco }
O capitalismo selvagem chegou a uma encruzilhada. Não sabe que rumo tomar. Os recursos naturais e humanos não podem mais ser explorados como vinham sendo no último século – quando, para se gerar riqueza, não era considerada a hipótese de um colapso das fontes.
O único caminho que parece se abrir é o da adoção de políticas ambientais, sociais e econômicas, sem as quais esses recursos não serão preservados ou valorizados. E se é um momento de mudança de direção, pelo menos o mercado tem respondido positivamente a quem se preocupa. As empresas que percebem isso ganham reconhecimento.
Nas listagens Dow Jones Sustainability Index e Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa, as ações dessas empresas também são as mais valorizadas. Os índices mostram que quem pratica políticas de eficiência energética, redução do consumo de água, reciclagem, inventário e redução das emissões de gases do efeito estufa, fomenta atividades sociais e preza pelo bem-estar dos seus funcionários torna-se mais atraente para receber investimentos.
Um jeito de adotar a filosofia da sustentabilidade é investir em projetos de carbono. Além de reduzir as emissões de gases, os projetos devem beneficiar a sociedade – uma das condições para que sejam aprovados e recebam um selo de qualidade. Selo que, por sua vez, valoriza ainda mais o crédito de carbono dessa companhia.
Mais do que ser a única via para que o capitalismo sobreviva, políticas socioambientais formam a nova engrenagem capaz de movê-lo no mesmo ritmo em que sempre andou. E quem ainda não se deu conta perde mais a cada dia.
Rodrigo A.R. Franco
Diretor-executivo da CarCarbon Market Consulting empresa especializada em projetos de carbono e gestão em sustentabilidade
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